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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

... cantores cool...

 


... põem lentidão no tempo...

terça-feira, 20 de outubro de 2020

folhas of infinite green

 


dia magnífico para ouvir...
registo destes dias, recolhida, dorida, novamente descrente.
descrente de acreditar que os humanos ainda são humanos.
humanos de corpo inteiro para os momentos não tão bons.
bons seriam se não fugissem às responsabilidades.
responsabilidades com os humanos que acreditam, até ao fim do mundo, no profissionalismo de quem é responsável.
responsável por mim.
mim vive e novamente aprende da pior maneira (fratura de costela).
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o outono cada vez me faz mais falta.
grata estou por este dia tão de outono.
o vento sopra e leva as folhas das árvores preparando-as para o inverno que há-de chegar.
é uma luta entre a permanência e a mudança.
por vezes é preciso sair da zona de conforto acreditando que irá melhorar a sobrevivência e o futuro do que virá.

terça-feira, 7 de janeiro de 2020

osmoses da alma

as almas mesmo não se conhecendo, reconhecem-se. Quando miúda, visitávamos em férias e épocas festivas, a aldeia dos meus avós maternos e onde a minha mãe viveu até aos 13 anos. À noite (com estrelas que me tiravam o ar), já deitada, ouvia as vozes dos rapazes, nas ruas silenciosas e sem iluminação, cantarem as músicas populares da região. Que melhor música de embalar se pode querer...? É esta memória que me chega com estes mistérios.





No berço que a ilha encerra
Bebo as rimas desse canto,
No mar alto dessa terra
Nada a razão do meu pranto.

Mas no terreiro da vida
O jantar serve de ceia,
E mesmo a dor mais sentida
Dá lugar à Sapateia.

Ó meu bem, ó Chamarrita
Meu alento e vai e vem,
Vou embarcar nesta dança
Sapateia, ó meu bem!

Se a Sapateia não der
Pr’a acalmar minh’a alma inquieta,
Estou p’ró que der e vier
Nas voltas da Chamarrita.

Chamarrita, Sapateia
Eu quero é contradizer,
O alento desta bruma
Que às vezes me quer vencer.

Ó meu bem, ó Chamarrita
Meu alento e vai e vem,
Vou embarcar nesta dança
Sapateia, ó meu bem.