sexta-feira, 10 de julho de 2020

políticos em que acredito


desta vez o entrevistador portou-se à altura.
Pedro Nuno Santos é um Político com todas as letras boas e grandes.

quarta-feira, 8 de julho de 2020

use papel em vez de plástico e não se esqueça de plantar mais árvores.


tempos houve em que trabalhei com um Eng. Florestal que tinha a seguinte teoria:
em vez de reciclar, que implica a utilização de imensos produtos químicos para tratar e branquear o "novo" papel, devia-se enterrar o papel usado. É que daqui a uns milhares de anos voltará a transformar-se em petróleo.
eu concordo com a mensagem da caixa se se pretender dizer:
use papel em vez de plástico e não se esqueça de plantar mais árvores.

terça-feira, 7 de julho de 2020

em silêncio o rochedo vê chegar e partir as estações*


foi tão bom como a noite quente que acompanhou.
Filipe Raposo foi uma surpresa boa, boa.
a DGS é tão ambígua quanto aos procedimentos a ter nos espetáculos ao ar livre, que me senti um pouco apreensiva quanto à quantidade de pessoas sem máscara a assistir ao concerto.
o que me custa aceitar é que essas pessoas não percebam que, quando usam máscara, estão a proteger-me a mim, das doenças que elas têm e não ao contrário.
solidariedade, para mim, seria essa gente despida pensar no mal que pode causar ao outro.
é tudo uma questão de cidadania.




*José Tolentino Mendonça

segunda-feira, 6 de julho de 2020

a linda teia de aranha

o que o sistema capitalista fez connosco foi transformar os cidadãos em consumistas.
deu-nos também a sensação de que somos livres para fazer escolhas.
a sério?
só se for escolher entre o BMW e a viagem às Caraíbas.
o cidadão informar a sociedade que já não quer brincar mais aos consumistas é como comunicar com a Rodoviária Nacional a pedir reembolso de viagem não realizada.
que podemos fazer?
foi o deslumbramento e o marketing que nos chamou para a teia, qual mosca que fica presa e morre entrelaçada nessa renda linda e apetitosa.






sexta-feira, 3 de julho de 2020

If we get caught in this wind, then we could burn the ocean



...e na brisa da memória instala-se sempre o mar da dança com os "chavinhas".

quarta-feira, 1 de julho de 2020

não importa como foi a vida, pensa ela, no fim há sempre espanto


"Para desviar o pensamento olha para o espelho na parede, com uma moldura dourada. Aquelas somos mesmo nós? Aqueles chapelinhos, as carteiras de crocodilo e os rostos estranhamente pintados, aqueles gestos afectados e as roupas ridículas? Como é que isto aconteceu? Ainda há pouco éramos como todas as outras que conhecíamos, sabíamos vestir-nos, não usávamos penteados disparatados! Precisamente por isso, pensa Rosalie, é que toda a gente gosta daquela detective fantástica, a Miss Marple - porque ela personifica o oposto da realidade. As mulheres velhas não desvendam homicídios. Não se interessam pelo mundo e já não querem compreender o que se passa. Todas as que ainda lá não chegaram pensam que hão-de ser diferentes. Tal como nós pensávamos."
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é o segundo autor de origem alemã que leio em pouco tempo. é o segundo que não achei piada. será que tenho alguma coisa contra os alemães...?

Rely on the virgin and don't run!

os testados negativos COVID-19 podem tranquilizar-se no pretérito.
o zelo deve manter-se no porvir e alvitra-se a lavagem frequente das mãos, uso de máscara e distanciamento social.




sábado, 27 de junho de 2020

a fragilidade branca







visto e conversado com a prole que me diz que este é um problema da minha geração e das anteriores.
a dele não está nem aí.
será? assim sendo, que irão fazer eles para diminuir as desigualdades? serão uns brancos progressistas diferentes?

sexta-feira, 26 de junho de 2020

a gente sabe como termina quando começa desse jeito

(porque a música de intervenção não morre)

 
(repare-se atentamente no público que assiste...)



Existe muita coisa que não te disseram na escola
Cota não é esmola
Experimenta nascer preto na favela, pra você ver
O que rola com preto e pobre não aparece na TV
Opressão, humilhação, preconceito
A gente sabe como termina quando começa desse jeito
Desde pequena fazendo o corre pra ajudar os pais
Cuida de criança, limpa a casa, outras coisas mais
Deu meio-dia, toma banho, vai pra escola a pé
Não tem dinheiro pro busão
Sua mãe usou mais cedo pra correr comprar o pão
E já que ela ta cansada quer carona no busão
Mas como é preta e pobre, o motorista grita: Não!
E essa é só a primeira porta que se fecha
Não tem busão, já tá cansada, mas se apressa
Chega na escola, outro portão se fecha
Você demorou, não vai entrar na aula de história
Espera, senta aí, já já da uma hora
Espera mais um pouco e entra na segunda aula
E vê se não se atrasa de novo, a diretora fala
Chega na sala, agora o sono vai batendo
E ela não vai dormir, devagarinho vai aprendendo que
Se a passagem é três e oitenta, e você tem três na mão
Ela interrompe a professora e diz: Então não vai ter pão
E os amigos que riem dela todo dia
Riem mais e a humilham mais, o que você faria?
Ela cansou da humilhação e não quer mais escola
E no natal ela chorou, porque não ganhou uma bola
O tempo foi passando e ela foi crescendo
Agora lá na rua ela é a preta do sovaco fedorento
Que alisa o cabelo pra se sentir aceita
Mas não adianta nada, todo mundo a rejeita
Agora ela cresceu, quer muito estudar
Termina a escola, a apostila, ainda tem vestibular
E a boca seca, seca, nem um cuspe
Vai pagar a faculdade, porque preto e pobre não vai pra USP
Foi o que disse a professora que ensinava lá na escola
Que todos são iguais e que cota é esmola
Cansada de esmolas e sem o dim da faculdade
Ela ainda acorda cedo e limpa três apartamentos no centro da cidade
Experimenta nascer preto, pobre na comunidade
Cê vai ver como são diferentes as oportunidades
E nem venha me dizer que isso é vitimismo
Não bota a culpa em mim pra encobrir o seu racismo
E nem venha me dizer que isso é vitimi
Que isso é vitimi
Que isso é vitimismo
E nem venha me dizer que isso é vitimismo
Não bota a culpa em mim pra encobrir o seu racismo
E nem venha me dizer que isso é vitimi
Que isso é vitimi
Que isso é vitimismo
São nações escravizadas
E culturas assassinadas
A voz que ecoa no tambor
Chega junto, e venha cá
Você também pode lutar
E aprender a respeitar
Porque o povo preto veio para revolucionar
Não deixem calar a nossa voz não!
Não deixem calar a nossa voz não!
Não deixem calar a nossa voz não!
Re-vo-lu-ção
Não deixe calar a nossa voz não!
Não deixe calar a nossa voz não!
Não deixe calar a nossa voz não!
Re-vo-lu-ção
Nascem milhares dos nossos cada vez que um nosso cai
Nascem milhares dos nossos cada vez que um nosso cai
Nascem milhares (Marielle Franco, presente)
Dos nossos
Nascem milhares dos nossos cada vez que um nosso cai
E é peito aberto, espadachim do gueto, nigga samurai!
É peito aberto, espadachim do gueto, nigga
Peito aberto, espadachim do gueto, nigga
Peito aberto, espadachim do gueto, nigga
Peito aberto, espadachim do gueto, nigga samurai!
(Peito aberto, espadachim) É peito aberto, espadachim do gueto, nigga
(Peito aberto, espadachim) É peito aberto, espadachim do gueto, nigga
É peito aberto, espadachim do gueto, nigga
É peito aberto, espadachim do gueto, nigga samurai!
Vamo pro canto onde o relógio para
E no silêncio o coração dispara
Vamo reinar igual Zumbi e Dandara
Ô Dara, ô Dara
Vamo pro canto onde o relógio para
No silêncio o coração dispara
Ô Dara, ô Dara
Experimenta nascer preto, pobre na comunidade
Cê vai ver como são diferentes as oportunidades
E nem venha me dizer que isso é vitimismo hein
Não bota a culpa em mim pra encobrir o seu racismo
Existe muita coisa que não te disseram na escola
Eu disse, cota não é esmola
Cota não é esmola
Eu disse, cota não é esmola
Cota não é esmola
Cota não é esmola
Cota não é esmola
Eu disse, cota não é esmola
Cota não é esmola
Cota não é esmola
Cota não é esmola
São nações escravizadas
E culturas assassinadas
É a voz que ecoa do tambor
Chega junto, e venha cá
Você também pode lutar
E aprender a respeitar
Porque o povo preto veio re-vo-lu-cio-nar

quarta-feira, 17 de junho de 2020

tabus

o sentido dado à expressão de gold digger é, para variar, associado às mulheres malvadas capazes de tudo.
a série que passou no Canal 2 baralha a semântica, os sentidos, os preconceitos do que podem ser os "garimpeiros" do século XXI.

Julia Ormond mantém-se incrível. 
para as mulheres com mais de 50 anos aconselho vivamente a ver esta série.

Lendas de Paixão


A minha semana com Marilyn


O Estranho caso de Benjamin Button


O Oportunista

quarta-feira, 3 de junho de 2020

sábado, 30 de maio de 2020

"devoted to mind-bending projects that would do for death what the Surrealists had done for sex"*


no tempo em que tudo é estranho, como estranhar que um dos livros mais empolgantes dos últimos tempo tenha o preço de 1 euro?
Tom McCarthy faz, no quintal dos agradecimentos, referência a duas pessoas "por partilharem comigo generosamente as suas experiências de (pós-)trauma".
escritor invulgar, cria em 1999 a International Necronautical Society   (INS)*.
em 2005 escreve Remainder  bem traduzido em português como Remanescente: o que fica depois de tudo acontecer uma primeira vez?
"As pessoas nunca param para pensar nestes factos básicos quando observam programas de guerra ou policiais na televisão. As pessoas tomam demasiadas coisas como certas. Cada vez que uma arma de fogo é disparada, toda a história da engenharia entra em acção. E também da política: guerra, assassinato, revolução, terror. As armas não são apenas agentes e ferramentas da História: são a própria História, fazendo girar futuros alternativos nas suas câmaras, fazendo jorrar o presente dos seus canos, pondo de lado as balas vazias do passado."
o que se passa na cabeça de quem passa por trauma e pós-trauma...?
e se estes tiverem muito dinheiro...?
e se esses não tiverem qualquer filtro ou controle...?
O Kafka do tempo do Google...?
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quarta-feira, 22 de abril de 2020

Dia 38* - quando a voz me dói



O Coordenador do COCS enviou (provavelmente à um mês...) um mail motivacional aos participantes, no sentido de realizarem um video em que deveríamos cantar a primeira parte da obra, que teria sido apresentado na Páscoa, se tudo estivesse bem...
Ok....
e cadê a voz...?
onde anda ela...?
terá ido fazer companhia ao riso e à gargalhada...?
à dias visitei  o blog luis soares ,como quase diariamente faço, e dei com esta maravilha.
os sinos tocaram na minha memória e andei a remoer o desafio feito pelo nosso coordenador...
primeiro dancei  até que o corpo se cansou...
mais uns dias se passaram... e eu a remoer...
no ultimo sábado, depois de me insultar de todas as formas que uma mulher do norte sabe..... cantei!
...mas fui pouco convincente... não voltei a cantar e isso chateia-me muuuuuuuuuuuito.

*Sugestão de utilização
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