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segunda-feira, 6 de outubro de 2025

… a arte muda a cultura…

 



Rezo pra maldade não me alcançar

Que o amor próprio seja presente na minha vida

Que a rotina dessa vida só seja amar

Que a caminhada seja muito mais bonita pra andar

E na retina

A verdade que não se esconde, grita

Fecho os olhos, e o coração palpita

Eu já tô doida pra me encontrar comigo

Que é pra viver de novo aquele nosso caso antigo

De auto confiança, de olhar no espelho

De gostar do meu reflexo, pensar em mim primeiro

Rezo pra que eu possa

Em qualquer circunstância

Cultivar dentro em mim paciência e temperança

Cuidado, afeto, resiliência pra manter as andanças

E que exu me leve por todos os caminhos que façam

Com que esse reencontro comigo mesma, seja constante

Constante, constante, constante, constante

 

E eu canto, que é pra fazer mandinga

Feitiçaria pra afastar toda má língua

Encantaria forte

Pra garantir a sorte

De continuar amando e construindo vida

 

Que o amor próprio seja presente na minha vida

Que a caminhada seja muito mais bonito pra nós

Paciência, temperança, cuidado, afeto, resiliência pra manter as andanças

E que exu me leve por todos os caminhos que façam com que

Esse reencontro comigo mesma, seja constante

Constante, constante, constante, constante

 

Bia Ferreira


2018: cota não é esmola

segunda-feira, 20 de julho de 2020

caçar coelhos só com sílabas

a "culpa" é dele .
que palavras estas!
é importante conhecer mas também é doloroso saber que alguém se sente assim.
quase heróico.
não mártir.
incómodo.


erro de sintaxe

De comunicação não percebo nada
gosto é de genocídios de palavras
de caçar coelhos só com sílabas
disparar sobre tudo
apenas com uma junção de letras
até ficar sozinha, só eu
e a minha incompreensão
que nunca é a dos outros, que
usam sempre outra sintaxe.

Não sou capaz é de silêncio
não dá lucro, não faz viver
o silêncio incorpora sempre
uns braços cruzados, uma desistência
pendurada na língua
um ar de lesma muda, sem opinião
e eu até posso perder
mas aos pulos, de socos no ar
montada num canhão de bandeira
hasteada a disparar a minha sintaxe
não a dos outros, que é deles
não quero nada que não me pertença, nunca quis
e das poucas coisas que tenho
é o que me sai da boca
que mesmo que já mastigado
não me deixa a barriga vazia.


Se não me faço entender
é porque nem sempre é fácil admitir que
sou a primeira a render-me
tantas vezes que nem aqui estou
que nunca sei quando venho
tantas vezes não quero desistir
que nem chego ao começo
já sei que é uma ousadia querer compreensão
de nada serve,
cada um tem uma, muito própria
e a subjectividade é inabalável

Seriam precisos infinitos livros para
me exprimir, para chegar por palavras
à compreensão, à minha.
Mas mesmo assim,
nunca seria a dos outros.



Cláudia R. Sampaio





terça-feira, 28 de janeiro de 2020

as ambiguidades da vida são a cores

gostei muito deste filme. Até ao fim manteve-me em suspenso e curiosa com as escolhas do realizador. Não são reveladas as razões das escolhas e obrigou-me a encontrar as minhas. Raramente foram coincidentes.






sábado, 25 de janeiro de 2020

a arte que me fascina

a arquitectura. Não percebo nada desta Arte. Gosto muito de me perder na estética das coisas. A RTP2 tem uma colecção de documentários sobre a arquitectura e os arquitectos portugueses muito bem feitos. Vou gravando mas vou vendo um de vez em quando para os fazer durar. Deslumbro-me  da mesma forma que com música ou leituras ou pintura ou escultura. Os seus mestres são artistas de mão cheia.


domingo, 5 de janeiro de 2020

a menina do mundo

quando guardava o livro, saltou-me aos olhos uma preciosidade que guardo como parte da herança da prole, sim que isto é mais importante que prédios, carros, dinheiro no banco:

MAAILMANIHANIN TYTTÖ

e também, um dia, quem sabe, de o folhear com a prole da prole...